Cirurgias que realizamos

O Instituto Oftalmológico do Brooklin integra médicos clínicos e cirúrgicos aptos para realizarem as cirurgias oftalmológicas em centros cirúrgicos credenciados. Quando os médicos presentes não são especialistas numa determinada cirurgia, o Instituto possui uma lista de médicos parceiros para quais sugerimos a conclusão dos procedimentos cirúrgicos. 

Catarata
É o embaçamento de uma parte do olho que era transparente. Essa parte, chamado de cristalino, funciona como uma lente que ajuda as imagens a tornarem-se nítidas. Como essa lente fica mais opaca com o envelhecimento natural do organismo, a perda da transparência dificulta a chegada da luz à retina e a visão das pessoas idosas diminui. O avançar dessa condição transforma-se em catarata e a baixa percepção visual descrita pelo paciente como uma sensação de visão turva ou nublada é o principal sintoma da catarata. O único tratamento é o cirúrgico, que substitui o cristalino envelhecido por uma lente artificial.

Calázio
Confundida geralmente com terçol, o calázio é um inchaço da pálpebra causada pela inflamação de uma das glândulas que produzem material sebáceo localizadas nas pálpebras superior e inferior. A cirurgia é realizada somente quando o calázio não respondeu a outros tratamentos e pode ser removido cirurgicamente após a diminuição da inflamação inicial.

Xantelasma
São lesões na região das pálpebras e são provocadas pelo depósito de gordura na pele. Este depósito de gordura amarelado não interfere com a visão e o interesse pelo procedimento é mais estético. O tratamento cirúrgico geralmente é realizado sob anestesia local.

Pterígeo
É uma pequena membrana que, na maioria dos casos, aparece no canto interno do olho próximo ao nariz. A indicação do oftalmologista pela realização da cirurgia é feita quando há ameaça real à visão ou se esta já se encontra comprometida. A cirurgia é realizada com anestesia local e demora aproximadamente 30 minutos, não sendo necessária internação.

Estrabismo

A cirurgia do estrabismo é indicada para todos os casos de desalinhamento importante que prejudique a capacidade funcional ou estética do paciente.

  • Crianças: na maior parte das indicações tem o objetivo de melhorar o desenvolvimento da função visual e existem indicações para cada tipo de desvio de acordo com a idade e a capacidade visual da criança no momento do diagnóstico.
  • Adultos: em grande parte são considerados procedimentos estéticos à exceção de desvios intermitentes com capacidade de visão binocular e estrabismos que provocam diplopia.
  • Quais são os procedimentos cirúrgicos?

 

Existem diversas técnicas cirúrgicas disponíveis para corrigir a maioria dos desvios e vão envolver tipos diferentes de músculos (retos ou oblíquos) e abordagens. Ainda para alguns tipos específicos e selecionados de estrabismo congênito ou paralítico, podemos utilizar injeções de toxina botulínica para buscar a melhora ou evitar complicações de longo prazo.


Glaucoma

Existem alguns métodos cirúrgicos para o tratamento do glaucoma, mas eles só costumam ser utilizados quando o controle da doença via medicação (colírios ou comprimidos) se mostra pouco eficaz. Em geral, as cirurgias são deixadas como último recurso por conta do risco que elas podem implicar. Mesmo com técnicas seguras e modernas, tais métodos ainda carregam a possibilidade de complicações pós-cirúrgicas para a saúde da visão do paciente.

Por outro lado, a decisão de realizar ou não a cirurgia não pode se prolongar, já que a perda de visão provocada pelo glaucoma é irreversível. Vale lembrar ainda que as cirurgias, tal como o tratamento convencional com medicação, não cura o glaucoma. Apenas controla o avanço da doença. A cirurgia convencional e invasiva mais utilizada para tentar controlar o glaucoma é a trabeculectomia. Ela tem como objetivo criar um novo sistema de drenagem para o humor aquoso (líquido que preenche o interior do olho e cujo acúmulo provoca o aumento da pressão intraocular). O procedimento é feito com anestesia local e aplicação de colírios que também anestesiam o olho. Alguns cirurgiões também podem aplicar sedativos no paciente, a fim de mantê-lo mais tranquilo.

Em geral, os resultados da trabeculectomia são positivos, e grande parte dos pacientes passa a ter a pressão controlada. Após a cicatrização, é comum que os colírios deixem de ser necessários. É preciso apenas ter paciência para esperar a cicatrização, período que pode durar algumas semanas ou meses, e durante o qual as visitas ao médico e a aplicação de colírios ainda serão frequentes. Existem ainda métodos cirúrgicos mais simples e menos invasivos. Todos eles utilizam o laser como ferramenta, em geral para que o oftalmologista estimule a drenagem do humor aquoso e desta forma aliviar a pressão intraocular. Existe, por exemplo, um procedimento a laser específico para o glaucoma de ângulo fechado (iridectomia a laser), a fim de evitar a crise de glaucoma agudo.


Miopia
A miopia é a condição que faz com que os olhos não sejam capazes de enxergar claramente os objetos que estão longe. Na cirurgia é realizada uma moldagem na córnea com o objetivo de ajustar o grau da pessoa, sendo indicada quando existe a vontade do paciente em aumentar a independência do uso de óculos ou lentes de contato. São duas as técnicas de correção de grau à laser utilizados na Clínica Fares: o PRK ou Ceratectomia Fotoablativa e o LASIKI. A LASIK é feito com um aparelho chamado microcerato, que corta fisicamente (com uma fina lâmina) a região ao redor da pupila e levanta a córnea recortada para que o laser corrija o grau. Já a PRK é uma técnica que raspa a córnea, em vez de cortá-la. Após a correção, é colocada uma lente de contato gelatinosa para a recuperação do epitélio.


Retina

Cirurgia realizada no tratamento de várias doenças, entre elas o descolamento de retina simples e complicado, membranas epiretinianas, buraco macular e a hemorragia do vítreo. A maioria dos descolamentos de retina requer cirurgia para reposicionamento da retina ao fundo do olho. Há vários métodos utilizados hoje em dia e o tipo de cirurgia utilizada depende do tipo e extensão do descolamento e da preferência do cirurgião.

A cirurgia mais comum é a Introflexão Escleral, onde a rotura causadora do descolamento da retina é localizada e tratada. Uma peça flexível de silicone (borracha) é suturada na esclera (branco do olho) para bloquear a área da rotura e descolamento. O líquido sub-retiniano pode ser drenado da retina descolada. A Retinopexia Pneumática é outro procedimento cirúrgico utilizado. Nesta técnica as roturas são identificadas e tratadas com uma bolha de gás especial que é injetada no olho para empurrar a área da rotura. Outro método cirúrgico é a Vitrectomia, utilizado para descolamentos com características incomuns ou complicadas. Nesses casos mais graves são utilizados gases expansivos (C3F8) ou óleo de silicone injetado no olho. Algumas roturas não requerem tratamento. Como o descolamento pode lesar a retina, algumas pessoas podem não recuperar a visão perfeita. Com os métodos atuais aproximadamente nove em cada dez olhos podem ter sua retina reaplicada. Se a mácula (região central, área mais sensível da retina) não for afetada pelo descolamento, dois em cada três olhos recuperarão a visão de leitura. Se esta área for afetada apenas um em cada três olhos recuperará a visão de leitura.


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